O drama territorial ibérico

Uma vez mais escrevo em galego com formato português para honrar a memória dos meus Mestres. Desta volta vou tratar do que aconteceu em Catalunha, que me parece singelo: é maioria grande a dos catalães que querem pôr distâncias com a Espanha na que nunca se quiseram ver de tudo.
Na caverna madrilenha ouvem-se os urros da besta nacionalista espanhola, monárquica e arbitrária no fabricar duma História ao seu gosto e jeito. Dizem os cavernários que Catalunha nunca foi um reino, como o fora a Escócia; pelo que não têm direito à separação, por não estar em pé de igualdade com a Espanha.
Coisa estúpida, senhores, pois, se formos para trás na História, não fora já a Galiza um grande reino, o primeiro dos ibéricos, quando os Reis Católicos decidiram a sua “doma y castración”? E não era Portugal apenas um condado quando o senhor conde decidiu fazer-se rei e criar um reino?
É certo que a União Europeia se baseia em fronteiras dos Estados que entraram a formar parte dela. Mas ninguém esqueça que por Bruxelas já se tem falado muito de como arranjar problemas inevitáveis nos casos de secessão: só gente como o Mariano (quem apenas fala castelhano como restos de fonética galega dos que se avergonha) não percebe o que se ouve pelos corredores bruxelense… por vezes, forte e alto, em flamengo.
Como vai acabar o drama territorial ibérico? Tudo aponta a uma República Federal de Espanha, a Terceira e definitiva. Por enquanto, o Velho Borbon anda a tratar dos ossos, talvez espantado pelo que intui.

Share