A transição mal feita

Volvo escrever em galego com formato português sempre à glória e memória de três grandes visionários: Manuel Rodrigues Lapa, Ricardo Carvalho e Ernesto Guerra da Cal.
Hoje faço-o sobre a monarquia, estrutura absurda nas democracias do século XXI.
Entendo que nos países nórdicos e bretemosos a gente possa sonhar aventuras medievais e que, portanto, os ingleses adorem essa velhota que faz o impossível por que o povo perdoe todas as imoralidades dos filhos.
Mais na Iberia luminosa há tempo que a gente sabe que a monarquia é um escándalo anacrónico. Fale-se com a gente muito velha e saberá-se logo que o republicanismo ibérico é coisa já do século XIX.
De facto, Portugal -mesmo o Portugal tradicionalista- liberou-se de jugo monárquico a começos do XX.
Não precisamos recordar o que passou na Espanha: de todos é conhecido o 14 de Abirl de 1931. Também não precisamos lembrar o que tão claramente conta Manuel Loff em ‘O nosso século é fascista’. Enquanto “O Homem” Oliveira Salazar não quis saber nada de monarcas, o Mussolini mantinha a corte de dom Emmanuele e o Franquinho se convertia em rei de facto da Espanha… até o momento de lhe ceder o posto ao Bobo Borbon Filho.
A Transição à democracia na Espanha fez-se com base na monarquia, grande traição aos democratas republicanos que lutaram sistematicamente contra o franquismo.
Passados os anos e consolidadas as democracias em Italia, Portugal e a Espanha, a presença dos Borbons na Chefia do Estado Espanhol é pelo menos inútil. Estando, como estão, os estados ibéricos em situação económica de vivirem “pelas alminhas” (como diziam os mendigos às portas das igrejas), todo funcionário público que não produza claramente deve ser retirado.
Ora, podemo-nos perguntar que produz o grande Bobo Bébedo, além de ridiculezes internacionais e contas de hospital. E a família? E o “exemplo cristão” que dá ao povo? O Bobo Bébedo e a Grega Incapaz de Falar Castelhano nem se tratam (ela esmagada pelo peso dos chifres), um ex-genro é um bon vivant, o outro é o capo dei capi dum negócios de roubalheiras de dinheiro público, as filhas são estúpidas e consintidoras das trapalhadas dos maridos, o filho é um idiota de boa estatura, a nora uma trsite enoréxica, doentia…
Por que não acabarmos com a Monarquia? Por que nom metermos no mesmo pacote o Senados, as “Diputaciones provinciales”, a imensidade de assessores e aconselhadores dos políticos? Por que?
Portugal sempre se mostrou avantajado com respeito à Espanha em matéria de democracia. Veja-se a estrutura do Estado Português e pense-se logo em como reestruturar o Estado Espanhol.
Para monarquias, deixemos os saudosos (manuelistas, miguelistas, carlistas, juancarlistas…) gozarem com as suas lembranças. O mundo dos sonhos perdidos dá para literatura e cinema, para recriações. Por que não?

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