Dicionário de obscenidades

Pois como dizia no twitter (e escrevo em galego com formato português em honra a Ernesto Guerra da Cal, que glória haja), vistas tamanhas obscenidades nos teatros das finanzas e a política (à fim das contas, stage and back-stage), pus-me a ler um livro sobre obscenidades clássicas, no que reinam as sexuais. É o ‘Dicionário Obsceno da Lingua Portuguesa’, que vos quero recomendar a todos os que pensades nas distintas formas da língua comum, a que nasceu na Galiza e na Estremadura (refiro-me a Lisboa) se fez oficial (um dialecto com um exército, que é a definição de idioma de Estado).
Grande livro, de palavras, frases e poesia, mostra a riqueza da língua que já tinha fama nos tempos das cantigas de escarnho e maldizer. Os seus autores são Carlos Pinto Santos e Orlando Neves, profundos sábios. A editorial tem nome altamente sugestivo: Bicho da Noite (sendo a noite escura momento de obscenidades, mesmo “a media luz”, como diz o tango).
Faço esta recomendação no derradeiro minuto do dia em que -obscenamente- o Governo Espanhol pediu papas, Ou seja: pediu resgate à União Européia dizando que a coisa só tem que ver com os bancos (mijam por nós e temos que dizir que chove). O De Gindos, tem muita cara, ampliada com a testa e até o curuto: para isso velem as calvas.

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