Coerência (A voapluma, Diario de Ferrol, 08/10/2001)

Contava onte que estivem em Vigo, e que, de caminho a negócios telemáticos, passei por Galáxia, a entregar a revisom da sexta ediçom dumha novela que escrevim quando era novo e que hoje volveria escrever. Porque os ecos brutais da guerra civil nom se apagárom; e porque na Galiza os nacionalistas seguem a sonhar co governo ao jeito de sonho erótico, quimera quase atingível mais nunca atingida.
Por isso e porque ainda nom achamos acordo para a normativa da lingua que nom importa esquecer…
Segundo a novela passava polas mans dos lectores, vim que uns se gabavam de tê-la entendido em todos os detalhes mentres outros confessavan nom terem descoberto o mistério clave da história.
Um destes foi dona Maria Teresa, a mai de Josemaria (como el gosta de escrever) Monterroso Devesa.
Curiosamente, segundo viajaba a Vigo, lembrei umha cena de hai vinte anos no piso corunhés da señora: ela a preguntar-me quem raptara a meninha de Fábula.
O que nom podia eu imaginar nesse momento é o que, quiçá em quanto a lembrava, ela falecesse “na sua fe” segundo a necrológica que venho de ler num jornal atrasado.
Desde aqui vaiam logo as condolências da minha família por quem puido ser parente dos meus filhos por via argentino-uruguaia. E a felicitaçom ao Josemaria que publicou a triste nova coa grafia galega que sempre defendeu.
Sabem os lectores que olho as necrológicas à procura de alcumes, e do idioma utilizado no mais sério que na vida se fai.
Velaqui, na columna de hoje, o meu apoio á coerência dum amigo.

[Diario de Ferrol, A voapluma, 08/10/2001]

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